por Denis Jorge Hirano
Sou um passageiro.
E para tantos outros,
Um estranho estrangeiro…
E com a face voltada ao vidro
Poucos são os que sabem sobre o meu respeito…
Pois pouco digo.
Ou porque pouco me interesso
Em revirar páginas passadas de tudo o que não pode ser mais desfeito…
Ou seria falta de tempo?
Ou por não ser o lugar apropriado?
Talvez eu não esteja preparado,
Talvez eu seja um pouco desconfiado,
Não pelo que virão pensar sobre tudo isso,
Mas por saber que as palavras sempre alteram o que realmente foi feito…
Porém, nada disso é necessário.
Porque invisto toda a minha atenção para onde estou indo…
Para esse meu infinito destino que esses olhos se impõem intactos!
Olhos, de um estranho estrangeiro
Com uma passagem só de ida…
E como cada um de nós,
Passageiros.
Joinville, 27 de Setembro de 2025
Esse escrito faz parte do livro
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