por Denis Jorge Hirano
Nada nessa porta,
Nada nessa gaveta,
Nada nessa caixa…
Nada.
Nada o que fazer,
Nada em que pensar,
Nada em que sentir…
Nada.
O nada desses dias pesa
O nada desses dias enche
O nada nesses dias insiste
O nada desses dias fere…
Nada que me puxe,
Nada que me empurre,
Nada que me impeça,
Nada que me inspire!!
Nada vejo ao meu redor
E o mundo continua a girar…
Enquanto a vida continua lá fora
Um imenso silêncio me acompanha…
O nada é quase um antônimo do novo,
O novo é antônimo do velho,
Mas o velho não é sinônimo do nada
Pois no passado eu já experimentei de tanto!
Nada que me faz mudar,
Nada que me faz ser o mesmo,
Então eu nado nas profundezas do nada,
E tento de tudo em conhecê-lo por inteiro!
Joinville, 20 de Julho de 2026
Esse escrito faz parte do livro
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