por Denis Jorge Hirano
Dos Três estados que compõem a região Sul do país, há um Grande Palco que se localiza no Norte do estado do Meio.
Na esquina da rua das Cucas, com a avenida Chinequi.
Nesse Palco se apresenta Joinville, uma bailarina saltitante, nascida no contraste entre as cores de toda sua natureza, e os tons de um céu geralmente congestionado por nuvens carregadas.
Uma bailarina que se move com passos imprevisíveis, com uma sutileza quase que transparente, porém deslumbrante, sobre duas sapatilhas molhadas que tentam se desviar de cada poça d’água dos asfaltos esburacados de todo seu trajeto.
Se equilibrando nas pontas dos pés, e com o auxílio de um grande guarda-chuva em uma das mãos, tenta se proteger da chuva que atrai constantemente (gotas cristalinas e apaixonadas que sonham em tocar a sua beleza), e a outra, sente falta dos seus acenos para as bicicletas que já transitaram na sua contramão.
Elegante e graciosa, por onde passa, o seu perfume é inconfundível, a essência única da mistura de todas as flores, que todas as primaveras, que já passaram por ela, deixaram.
Ah! E Joinville continua a dançar!
E dança in-can-sa-vel-men-te.
E admirável é a sua beleza!
Que faz de seu par, cada joinvillense…
E hoje é aniversário de Joinville
E dançando ela comemora
Dançando nas pontas dos pés
No ritmo das trovoadas…
Parabéns, bailarina!
Joinville, 05 de Janeiro de 2026
Esse escrito faz parte do livro
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