por Denis Jorge Hirano
Já levaram aos poucos do pouco que eu tinha
E as palavras que eram para todos agora é só minha
Me obrigaram a ser,
O que sempre resisti,
Me transformaram, talvez, em um egoísta.
Já me acusaram injustamente por algo que não fiz
Já me culparam por algo que eu não tinha feito
Me obrigaram a aprender,
O que sempre temi,
Que às vezes a única saída é mentir.
Já implorei perdão por não ter errado
E já perdoei facilmente quem jamais merecia
Me obrigaram a lembrar,
Do que nunca esqueci,
Da imbatível defesa de ficar calado.
Durmo e acordo para algo que não me satisfaz
Mas sonho acordado para o que tanto desejo
E com a alegria percebi
Aquilo que sempre acreditei…
Que a esperança vive enquanto eu estiver vivo.
Aos poucos revejo a leveza da pele veluda da vulnerabilidade
Até que o egoísmo, a mentira e meu silêncio se dissolvessem…
E o que sobra diante todas essas armaduras caídas?
Eis a minha essência!
É isso o que fica.
Joinville, 16 de Agosto de 2025
Esse escrito faz parte do livro
Deixe um comentário